domingo, 19 de junho de 2011

ORLA DE ICOARACI





A orla de Icoaraci foi revitalizada na época do prefeito Edmilson Rodrigues, como consequência a orla passou a ter um movimento bem maior, surgiram mais restaurantes, lanchonetes, ambulantes e até casa de show e diga-se de passagem, nos dias de show o movimento na orla aumenta consideravelmente, dificultando o trânsito de veículos. Porém, a limpeza na orla pela prefeitura é vergonhosa, praticamente não existe. Com o movimento o lixo fica acumulado dias a fio, ao bel prazer da Prefeitura fazer a limpeza, ficando a orla completamente suja, tirando o brilho que ela merece. A limpeza deveria ser diária e não acontece, pois, quem ali frequenta todos os dias para caminhada ou outra atividade, fica fácil verificar que a orla é abandonada pela limpeza, quando deveria ser diária. Por outro lado, o mato ao longo do passeio, pela corredor abaixo, está invadindo o passeio, tirando o brilho e até a visão do rio. O esgoto está tomado de lixo, sem que apareça a prefeitura, por meios dos garis, para retirar e limpar o local. A grama fica cheio de lixo, todos os dias, não sendo procedida a limpeza diária, mais uma vez tirando o encanto que a orla merece no local. Sempre tive o sonho de sentar na grama, mas com a feiúra que se encontra a grama na orla, fica difícil sentar na grama naquele local. Assim, vamos gritar e não ficar calado pelo abandono da ORLA DE ICOARACI. Mostrando para os nossos administradores, principalmente o municipal, que a orla precisa em toda a sua extensão de limpeza, colocação de lixeiras modernas, onde os objetos são colocados por classificação, aumentando o fluxo de gente no local e todos usufrutem o local com dignidade que merecem.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

JUNHO E VIVA SÃO JOÃO

Chegou o mês de junho e com ele a lembrança dos tempos das festas em terreiro, das quadrilhas de outrora, dos bois bumbás, das fogueiras, das guloseimas da época, do banho de cheiro e dos fogos que garantiam as brincadeiras das crianças. As festas de terreiro ou na rua aconteciam diariamente durante todo mês, era festa na casa do seu Mário, seu Raimundo, na terceira rua, quando era feita por todos os vizinhos, que participavam em conjunto, cada um trazia a sua iguaria e a brincadeira corria a noite toda sem intervenção da polícia, pois era uma brincadeira sadia. As festas nos grandes terreiros, comandadas pelas grandes aparelhagens, ocorriam no terreiro da Berredos, onde está fechado para construir a Yamada. Tinha a festa do Constâncio, que ficava na Cigana, em frente as casas que ficam próximo a antiga Casa Pena. O terreiro da Quarta Rua localizado onde hoje se encontra o Canto da Vila. O Boteco Santo Antônio, na Cristovão Colombo, próximo a Quinta Rua ocorriam grandes festas no mês de junho. As festas não era só uma em cada lugar e sim várias. No Constâncio eram 03(três) dias de festa. A memória está curta para lembrar de outras, mas eram lotadas e o forró corria solto, sem brega, que hoje impera nas festas, que de longe não se comparam com as de antigamente. Era tempo de diversão, as quadrilhas visitavam várias residências e lá iamos acompanhando para ganhar mingau, canjica e outras delicias que eram oferecidas pelo que recepcionava, as visitas para a dança das quadrilhas eram quase que diárias e lá iamos tomar mingau, pelo menos, em todas as residências. Os bois bumbás e passáros eram constantes durante todo o mês. No salão paroquial, ali na praça matriz, era mais uma diversão junina , os passáros visitavam durante o mês, a casa vivia cheia para ver o espetáculo. Os bois eram vistos nas ruas, vinham apresentações depois das quadrilhas e as ruas ficavam cheias. As iguairas como tacacá, vatapá, caruru, bolo de milho, de tapioca, mingau de milho, arroz, canjica e outras delicias não podiam faltar, bem como o quentão, tudo fazia parte das festas de São João. As fogueiras enchiam de fumaça a cidade com a queima de madeira velha, em quase todas as casas, principalmente nos dias de Santo Antônio, São João e São Pedro. Existiam fogueiras que queimavam dias. As brincadeiras com os fogos de São João como bombinhas, estalinhos, estrelinhas, etc..., eram a diversão da criançada. Finalmente os banhos de cheiro tradicionais, pois, quando era dia de um dos santos festivos da época os banhos de cheiro tinham que ocorrer. A minha avó fazia e ficava no banheiro, água com as ervas e tomavamos banho cheiroso. Assim era o mês de junho, a participação era de todos, as brincadeiras eram sadias e soltas, que hoje não temos mais, longe já se vão os dias em que São João era de fogueiras, balões, brincadeiras a noite inteira, todo mundo no terreiro e os casamentos de são joão. RECORDAR É VIVER

quinta-feira, 2 de junho de 2011

QUINTINO GUERRELHEIRO E JUSTICEIRO

Ontem estive em Ourém e fui até Garrafão do Norte, passando por Capitão Poço, sendom que Garrafão fica a 22 km de Capitão Poço. Ouvi falar a primeira vez em Garrafão na época do Quintino, Justiceiro do Guamá, e devido a sua história tinha curiosidade de conhecer garrafão, bem como Piriá.

A história de Quintino vale um bom filme, tipo Lampião dos nossos tempos. Acabei com a curiosidade, mas toda vez que chego na região do Guamá(Santa Luzia, Ourém, Capitão Poço, Capanema, Garrafão, Piriá) e impossível não lembrar a história de Quintino. Os jornais na época davamnotícias diáriasm das atividades dele na região e a caça que a polícia fazia para encontrar com ele.

Ficam aqui um trecho de sua história que encontramos no Jornal Estado de São Paulo, em 19.12.2010.

O gatilheiro Quintino foi o homem mais idolatrado da história recente do Guamá, território encravado no nordeste paraense de 28 mil quilômetros quadrados, do tamanho de Alagoas, que apresenta os piores índices de desenvolvimento humano da Amazônia. O fuso histórico aqui é o mesmo da época do gatilheiro. E o tempo de Quintino, que também se apresentava como Armando Oliveira da Silva, está próximo do período de barbárie da repressão aos cabanos, entre 1835 e 1840.

A morte do gatilheiro produziu imagens de realismo mágico. Ao final dos combates, em vez de comemorar a vitória e a expulsão da Cidapar - a empresa de mineração que queria desalojar os agricultores que ali viviam -, uma multidão de posseiros foi para o cemitério de Capanema, a 147 quilômetros de Belém, para retirar e dar uma nova sepultura ao corpo de Quintino, enterrado às pressas pela polícia três dias antes. O caixão comprado pela polícia foi trocado por um modelo até mais simples e o cadáver, levado nos braços para ser festejado nos povoados da mata. As cenas ocorreram há apenas 25 anos. No Guamá, ainda hoje, o tempo é da luz de vela e da lei do mais forte.